14/12/2009

Atitude cidadã

A jornalista Sândala Barros, atualmente no Sebrae, fez o que todo mundo deveria fazer. Ao constatar que a obra de recuperação do canteiro central da av. Feliciano Coelho em Macapá está prejudicando as árvores do local, comunicou à Promotoria do Meio Ambiente. As árvores estão sendo "estranguladas" pelo calçamento. Acionado, o Ministério Público tomou providências conforme documento abaixo:
"A Sua Excelência o Senhor
DAVI SAMUEL ALCOLUMBRE TOBELÉM
Secretário Municipal Obras (SEMOB/PMM)

NESTA

Ref. Canteiros centrais Avenida Feliciano Coelho

Senhor Secretário,

Considerando o grande número de reclamações recebidas nesta Promotoria de Justiça a respeito de possível comprometimento da arborização e paisagismo urbano por ocasião da recuperação de canteiros centrais da Avenida Feliciano Coelho (da Rua Tiradentes até a Hildemar Maia), sirvo-me do presente para solicitar que encaminhe cópias de projeto e/ou pareceres técnicos que fundamentem os serviços tais como estão sendo realizados no prazo de 15 (quinze) dias.

RECOMENDAMOS, desde logo, a adoção das medidas preventivas e corretivas que garantam as condições vitais para sobrevivência e desenvolvimento de espécies vegetais plantadas atualmente, que venham a ser plantadas ou as que venham a ser substituídas no trecho supracitado.

Atenciosamente,

Haroldo José de Arruda Franco
Promotor de Justiça"

Macapá de São José e São José de Macapá

Palestra "Macapá de São José e São José de Macapá - a identidade amapaense segundo o olhar da Psicologia Analítica".
O custo para assistir à palestra é de um brinquedo para menino e um brinquedo para menina, que serão encaminhados posteriormente às crianças internadas no Hospital da Criança e do Adolescente durante o período de Natal.
O envento ocorrerá no dia 17/12 (quinta-feira), às 19:00, no Centro Clínico Seama. A inscrição pode ser feita por telefone ou pessoalmente.
CENTRO CLÍNICO SEAMA PSICOLOGIA
Av. Presidente Vargas, 2661, Santa Rita
Entre Marcelo Cândia e Santos Dummont
Tel: (96) 3223 3810

10/12/2009

Belém: Trilogia da cor da Amazônia

09/12/2009

Macapá terá Feira de Artesanato Reciclado neste final de semana


Neste final de semana a Praça Floriano Peixoto será o espaço da primeira Feira de Reciclável de Macapá. Realizada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, a Feira tem como objetivo promover a educação ambiental e valorizar o trabalho feito dom material reciclado, dando oportunidade para que os artesãos que trabalham com reaproveitamento comercializem e seus trabalhos.

A feira vai acontecer nos dias 12 e 13 de dezembro, de 17 às 22 horas. A Semam garantirá a estrutura física e a organização do evento. Durante a Feira será apresentado um desfile de roupas recicladas. Os interessados em participar podem procurar a Semam, na rua Claudomiro Matias, 1530, Jardim Felicidade I, ou ligar para o número 4009-1611, de 08 às 14 horas.

Mariléia Maciel

07/12/2009

É proibido proibir a Tropicália

O projeto Navegando na Vanguarda apresenta o show-manifesto Tropicália na Linha do Equador, com o compositor/cantor amapaense Aroldo Pedrosa, vencedor de festivais de música popular pelo país, entre eles o 3º Fest Sinhá – Festival Internacional da Canção de Goiás/2000, o 10º Festival MPB de Tatuí/2001 (SP), o 37º Festival da Canção de Boa Esperança/2005 (MG) e o II Festival Universitário da Canção-Feucan/2005 (Macapá-AP).

Aroldo Pedrosa contará com o acompanhamento da banda Vanguarda Amazônica, formada pelos músicos amapaenses Alan Bacelar (direção musical, violão e guitarra solo), Irlan Guido (guitarra base), João Paulo (teclado), Helder Melo (baixo), Tato (bateria), Paulo Vilhena (percussão), Aritiene Dias (sax), Jorge Luís (trompete) e Antônio Carlos (trombone). Fechando o elenco, as becking-vocal Lorena e Camila, e a atriz Rosa Rente, que fará intervenções poéticas tropicalistas.

O repertório das canções do show foi escolhido através de um trabalho minucioso de pesquisa, fazendo um panorama da MPB, que vai da popularíssima e inesquecível Vou tirar você desse lugar (Odair José) à antológica e revolucionária É proibido proibir (Caetano Veloso), além das canções do compositor Aroldo Pedrosa que se destacaram pelos festivais do Brasil, como “Levemente Louca” e “Todas as Mulheres do Mundo nº 2” – ambas em parceria com o compositor Cléverson Baía.

Tropicália na Linha do Equador é um show coletivo de artistas convidados – Lula Jerônimo, Jô Masan, Cléverson Baía, Dilean Monper, Roni Moraes, Dylan Rocha, Américo Brasil, Alê d’Ile, Rebeca Braga, Layza Michelle e Brenda Nandes.

O clássico Sintonia (Moraes Moreira), Aroldo Pedrosa e Américo Brasil cantam em homenagem saudosista à chamada música brega de qualidade que o movimento, sem nenhum preconceito, absorvia. A extraordinária “Construção”, de Chico Buarque de Holanda, e com os mesmos arranjos do tropicalista Rogério Duprat, o anfitrião interpreta em parceria com Roni Moraes, para, em seguida, rememorarem “Você não entende nada/Cotidiano”, do antológico encontro de Chico e Caetano, no show gravado ao vivo, realizado em 1972, no Teatro Castro Alves (Salvador/BA).

Alan Bacelar é um jovem compositor do movimento musical alternativo de Macapá (as chamadas bandas de garagem), mas que envereda pela MPB, tendo inclusive classificado música em festival do Rio de Janeiro. No show-manifesto, acompanhado pelo piano de Dilean Monper, Alan canta Imagine (John Lennon), em homenagem ao genial artista inglês assassinado em 8 de dezembro de 1980, ou seja, há exatos 19 anos. Depois, com a banda, faz Perfeição (Renato Russo) – canção contemporânea de protesto ao “Brasil da pilantragem do século 21”. Lula Jerônimo e Alê d’Ile homenageiam Tom Jobim, falecido também na mesma data e cidade (Nova York), mas há 10 anos.

Rebeca Braga despontou no Festival Jovem da Canção (Fejoca) e hoje é cantora reconhecida em nosso cenário musical – canta Lindonéia (Caetano Veloso/ Gilberto Gil), gravada recentemente por Fernanda Takai. Dylan Rocha tem o jamaicano Bob Marley como mestre e faz o reggae do umbigo do mundo. Cléverson Baía, parceiro do protagonista Aroldo Pedrosa, é convidado para mostrar Levemente Louca.

Layza Michelle e Brenda Nandes, que debutaram em shows recentes pelo projeto Botequim (Sesc Amapá), vão incorporar a cantora tropicalista baiana Gal Costa, com as clássicas Vapor Barato e Baby.

Importante momento do show-manifesto é a reverência que o artista – discípulo confesso do movimento tropicalista – faz aos 41 anos da Tropicália, rememorando dois episódios históricos e controvertidos da cultura brasileira: o Phono 73 – quando o compositor/cantor baiano Caetano Veloso, ao retornar do exílio londrino, se apresentou com o cantor brega Odair José, cantando Vou tirar você desse lugar. O segundo episódio é o polêmico Festival Internacional da Canção-FIC, de 1968, realizado no Teatro TUCA (SP) e promovido pela Rede Globo, onde o criador da Tropicália, acompanhado da banda Os Mutantes, defendeu a sua É proibido proibir, explodindo em um discurso que perpetuou a máxima “Vocês não estão entendendo nada”. A reverência culmina com o retorno de “1968 – o ano que não terminou”, do escritor e jornalista Zuenir Ventura – livro famoso que fala dos acontecimentos da época, reeditado agora e provocando novas e acaloradas discussões. Em Vou tirar você desse lugar, o músico Alan Bacelar faz o violão tocado por Odair José, e na emblemática É proibido proibir, a banda Vanguarda Amazônica recebe o reforço da Mini Box Lunar para reviver a banda tropicalista Os Mutantes. É proibido proibir é homenagem ainda aos músicos que fizeram Os Joviais – grupo musical amapaense, dos anos 1960, provocador da retirada do governador Ivanhoé Gonçalves Martins – o mais linha-dura de todos os governadores militares que vieram para o Amapá no período da ditadura –, ao tocar em evento a canção de protesto de Caetano Veloso. O vocalista-fundador da banda, Jô Masan, hoje com mais de 50 anos, é convidado para relembrar o inusitado episódio ocorrido no auditório do Cine Territorial (atual Escola Barão do Rio Branco) e cantar “Vou Ver Chicago”, feita numa noite longínqua e clandestina dos anos rebeldes.

No repertório tem ainda “Como 2 e 2”, composição de Caetano Veloso composta no exílio londrino para o rei Roberto Carlos e Soy loco por ti, América (Gilberto Gil/ Capinan), composição feita em homenagem ao líder guerrilheiro Che Guevara, morto em 1968. Esta canção (uma idéia de Caetano) é marco do Tropicalismo. E para temperar e mexer ainda mais o caldeirão, Linha do Equador – canção de Caetano em parceria com o compositor alagoano Djavan, e bem representativa da idéia da Tropicália no meio do mundo. E o show se encerra apoteoticamente com canções carnavalescas: Eu quero botar meu bloco na rua (Sérgio Sampaio) – que o Brasil inteiro cantou nos anos 1970, outra importante canção de resistência ao truculento regime militar instaurado no Brasil a partir de 1964 –, A filha da Chiquita Bacana e Chuva, Suor e Cerveja – marchinhas maravilhosas e pulsantes do disco “Muitos Carnavais” do doce bárbaro baiano.

Tropicália na Linha do Equador contará ainda com cenário, decoração e banquete de frutas. Não perca!

Serviço

Show: Tropicália na Linha do Equador
Local: SESC Centro – Avenida Padre Júlio com Rua General Rondon
Data: 8 de dezembro de 2009 – terça-feira
Início: 21h
Traje: Tropicalista
Entrada: Franca - leve uma fruta, de preferência tropical, para o Banquete da Tropicália


Por Lulih Rojanski

04/12/2009

Zé Miguel: Feito em Casa

03/12/2009

Palestra e seminário transpessoal com Alberto Almeida

Dia 05/12/09 - Palestra Pública "A mensagem da Manjedoura"
Hora - 20 horas
Local - Teatro das Bacabeiras
Colaboração - 1 kg de alimento não perecível (arroz, feijão, açúcar e leite)

Dia 06/12/09 - Seminário transpessoal "Aproxime-se do amor... Com cuidado"
Hora - de 08 às 12 horas
Local - Auditório do Museu Sacaca
Investimento: R$ 30,00

Organização: Federaçao Espírita do Amapá

O conferencista espírita paraense de Dr. Alberto Almeida vem a Macapá, à convite da Federação Espírita do Amapá, realizar seminário transpessoal e palestra pública. No seminário transpessoal o Dr. Alberto Almeida será facilitador do tema "Aproxime-se do amor... Com cuidado". Na palestra o tema será "A Mensagem da Manjedoura".

Os alimentos arrecadados durante a palestra serão destinados às obras assistenciais da Casa Chico Xavier, localizada em anexo à Federação Espírita do Amapá, Rua Odilardo Silva, 1131 – Próximo à Prefeitura de Macapá. Fone: 3224-1730

29/11/2009

Até ontem


Nunca mais palavra minha
Refluxo de dor na garganta
Parede inacabada e fria

Nunca mais palavra mal dita
Assim mesmo inescrita
Contrário da regra formal
Intrépida, quase carnal

Nunca mais palavra bêbada
Inebriada de autorias
Rugas na escrita sombria
Velhos vícios de amar

Nunca mais inacabar

25/11/2009

Sarau da Confraria Tucuju terá Ana Martel e Zé Miguel

Foto: Chico Terra

Com ânimo de festa a Confraria Tucuju prepara o último sarau de 2009 para a próxima sexta-feira (27), com início marcado para as 20 horas. Os dezesseis poetas que compõem a coletânea “Poetas, contistas e cronistas do meio do mundo” serão homenageados na noite que contará ainda com shows da cantora e compositora Ana Martel e do cantor e compositor Zé Miguel. O Sarau do Largo dos Inocentes é um dos projetos que a Confraria realiza desde o verão de 2008 com enorme sucesso.

Lançada recentemente, a coletânea “Poetas, contistas e cronistas do meio do mundo” integra o projeto Samaúma da Literatura Amapaense, uma realização do Grupo Universo com apoio do Governo do Estado e da Confraria Tucuju. A primeira parte do sarau será dos poetas, com participação do cantor William Klaus. São eles: Alcinéa Cavalcante, Sânzia Fernandes, Carla Nobre, Obdias Araújo, Ricardo Pontes, José Queiroz Pastana, Rostan Martins, João Barbosa, Manoel Bispo, Mauro Guilherme, Fernando Canto, Herbert Emanuel, Paulo Tarso, Osvaldo Simões, Jonas Diego e Jô Massan.

Logo após subirá ao palco a cantora Ana Martel com o show “Sou Ana”, título do CD lançado pela artista em setembro no Teatro das Bacabeiras. Ana Martel tem mais de vinte anos de carreira como intérprete da Música Popular Brasileira. Este ano, com apoio integral da Eletrobrás, através de incentivo da Lei Rouanet, gravou seu primeiro trabalho, com repertório quase integralmente autoral. Ana mergulha nos ritmos regionais e os transforma em uma linguagem elegantemente universal. Sua música é leve, de sonoridade contagiante e repleta de sentimento.

Para fechar a noite subirá ao palco um dos artistas de maior popularidade no Amapá, Zé Miguel. Autor de músicas emblemáticas como “Vida Boa” e “Pérola Azulada”, essa última em parceria com o poeta Joãozinho Gomes, Zé Miguel consegue traduzir a alma dos amapaenses e dos que adotaram o Amapá no coração. Parceiro de grandes compositores da Amazônia, o artista conta em sua discografia com cinco discos solo, participação nos CDs “Dança das Senzalas” e “Planeta Amapari”, este último lançado também na Alemanha e na França.

Sua obra integra a coletânea Brasil 500 anos de Groove, também lançada simultaneamente nos dois países europeus. Em 2008 Zé Miguel lançou seu primeiro DVD, “Meu endereço”, e participou do DVD “Gente da mesma floresta” gravado no espaço Itaú Cultural em São Paulo. Atualmente trabalha no CD “Feito em casa”, uma coletânea que reúne músicas de seus cinco trabalhos individuais e algumas canções inéditas.

O sarau terá ainda exposição fotográfica, exposição de artes plásticas, comercialização de artesanato, gastronomia regional, sebo cultural, exposição e venda de obras literárias produzidas no Amapá e venda de CDs de artistas regionais. O evento conta com apoio da VEX Construções.

24/11/2009

Maestro amapaense Joaquim França se apresenta em Belém no fim de semana

O maestro e arranjador amapaense Joaquim França se apresenta no próximo final de semana em Belém pelo Projeto Brasil Clássico Caipira, do Centro Cultural Banco do Brasil. É a primeira vez que o músico percorre o Brasil com o projeto, que já passou por São Luiz, Vitória, Porto Alegre e Campo Grande em comemoração aos 80 anos de gravação do primeiro disco com moda caipira no Brasil. O espetáculo reúne grandes artistas brasileiros que apresentam parte do acervo de música caipira numa releitura com arranjos de música de concerto.

Joaquim França é formado em regência e licenciado em música pela Universidade de Brasília onde reside atualmente. Iniciou sua carreira em Macapá, na banda Oscar Santos. Joaquim tem um currículo que inclui apresentações acompanhando Guilherme Arantes, Francis Hime, Edson Cordeiro, Elomar, Xangai e outros. O maestro foi regente titular da Orquestra Filarmônica de Brasília de 1993 até 2007 e atuou como regente assistente dos maestros Roberto Duarte, Aylton Escobar e Gottfried Engels no Concurso Internacional de Verão de Brasília. Com a orquestra Sinfônica do Teatro Nacional de Brasília regeu diversos concertos e foi classificado como um dos melhores arranjadores do 1º Concurso Nacional de Arranjos Para Banda Sinfônica. Atualmente é professor da Escola de Música de Brasília.

Participam do projeto em Belém os cantores Pena Branca, Dércio Marques, Genésio Marques e as irmãs Galvão. Acompanhando estão os músicos Joaquim França, Cláudio Cohen, Denise Gomes, Glesse Collet, Osvaldo Amorim e outros reconhecidos nacionalmente. Eles interpretarão sucessos como Trenzinho Caipira, Tristeza do Jeca, Cuitelinho, Moreninha linda, Romaria, Luar do Sertão, João de Barro, Beijinho Doce e muito mais, todos com arranjos elaborados em melodias que misturam tradição e erudição.
O espetáculo será domingo, 29, no Hangar Centro de Convenções. A direção musical é do maestro Rildo Hora.

Mariléia Maciel
Assessora de Comunicação

Casa de Choro Pura Raiz comemora dois anos e traz convidados especiais

O mais tradicional grupo de chorinho do norte do Brasil se apresenta em Macapá no próximo dia 3 de dezembro. É o Grupo Gente de Choro, que toca quase que exclusivamente na Casa do Gilson, em Belém, e lota o espaço de amantes de chorinho onde apresenta o repertório eclético com composições de artistas consagrados de todo o país.

O grupo foi criado há 30 anos para preservar o gênero choro e é integrado por músicos experientes como Paulo Borges, Adamor do Bandolim, Gilson Rodrigues, Cardosinho, Paulinho Moura, Gerardão, Amarildo Raiol e Emilinho Meninéa. Além da Casa do Gilson, eles se apresentam em shows e eventos culturais no Estado do Pará e outros estados.

Gente de Choro vai se apresentar na Casa de Choro Pura Raiz como participação especial na programação que inclui ainda Clarinetada, show de flauta com crianças, grupo Pura Raiz e velha guarda do samba. As mesas custam R$ 40,00 e podem ser compradas com o proprietário, o Ceará da Cuíca, pelo fone: 9903-5239.
Mariléia Maciel
Assessora de Comunicação

23/11/2009

Antônio Munhoz diz que a leitura deve passar pela realidade

Foto: Chico Terra

O nome Antônio Munhoz Lopes é quase uma marca. Atento a tudo, aos 77 anos o professor de literatura mais celebrado do Amapá não está mais nas salas de aula há anos. Mas, longe de se aposentar da expressão viva da transmissão do conhecimento, é chamado e atende com disposição jovial sempre que o assunto é ensinar e aprender. Professor de letras e lingüística, bacharel em Direito, escritor, membro do Conselho de Cultura do Amapá, diretor de acervo cultural da Confraria Tucuju, um currículo respeitável. Mais respeitáveis ainda são suas idéias e considerações sobre a educação e a leitura.

Pepel de Seda

Seus ex-alunos o reconhecem como um grande mestre, sobretudo no incentivo à leitura. O senhor costuma dizer que ama os livros. Como esse amor nasceu na sua vida?

Prof. Munhoz

O início desse amor está na minha infância quando descobri que meu pai tinha uma biblioteca. Havia livros de poesia, romances, não só uma literatura científica, porque ele era farmacêutico. Com o tempo fui desenvolvendo esse amor, não pelos livros, mas o amor pela leitura.
Fui o primeiro professor no Amapá, para escândalo de muita gente na época, a levar para a sala de aula revistas e jornais para atualizar o aluno. Para que ele não ficasse só com a leitura dos romances dos séculos XVIII, XIX e XX, mas com a leitura da realidade presente. Quando Kennedy foi assassinado e o Papa João XXIII morreu, eu levei as manchetes para a sala de aula e nós lemos, comentamos e na prova final eu cobrei uma dissertação sobre as mortes dessas grandes figuras do século.

Pepel de Seda

O incentivo à leitura deve passar então pela percepção dessa realidade presente?

Prof. Munhoz

Exatamente! Não é uma leitura apenas para deleite pessoal. Mas, uma leitura que enriquece os seus conhecimentos e que o atualiza diante do mundo de hoje, onde tem a televisão, o rádio, a revista e, sobretudo, a internet que deu um avanço extraordinário ao conhecimento.

Pepel de Seda

Qual o papel da família no envolvimento da criança com a leitura?

Prof. Munhoz

O amor pelos livros começa em casa. Então, pergunto: numa casa onde não entram revistas, jornais e livros como a criança pode despertar para a beleza e para a necessidade da leitura? A família é fundamental neste aspecto.

Pepel de Seda

Qual a abrangência da leitura na vida das pessoas?

Prof. Munhoz
A leitura tem aspecto intelectual, moral, científico e mesmo religioso. Nos primeiros tempos do cristianismo os apóstolos falavam da doutrina cristã, mas eles incentivavam a leitura dos livros sagrados. Todos os mosteiros tinham bibliotecas e se muitas obras chegaram até nós foi devido aos copistas que viviam nos mosteiros somente copiando essas obras.

Pepel de Seda

Qual a relação da leitura com a escrita, do ponto de vista metodológico, na sala de aula?

Prof. Munhoz

Há um provérbio latino que diz, traduzido, quem escreve lê duas vezes. A pessoa tem que ler e tem que escrever. Se você lê, a sua inteligência, o seu pensamento, a sua fantasia entram em ebulição e você faz questão de escrever. E escrever é fundamental quando você conhece as regras da gramática. Não existe conhecimento de uma língua sem conhecimentos gramaticais. Houve uma época em que se quis deixar a gramática de lado. Um bom professor de português deve ter em casa uma boa gramática e um bom dicionário, e todos nós que escrevemos e lidamos com a língua.

19/11/2009

Cultura do Amapá inspira trabalho de estilista


A inspiração que valoriza as raízes, a força e a riqueza da cultura dos amapaenses são a base dos trabalhos desenvolvidos pela estilista Lilia Franzotti. A herança iconográfica Maracá e Cunani norteiam a produção de peças que aliam tradição e modernidade no design. Essa é a sinergia encontrada por Lilia para agregar personagem, história e cenário, que modela, interfere e livremente constrói a cena da moda local.“A construção da identidade cultural de moda se dá a partir do comportamento desse povo. Como vivem, do que gostam, como se comportam. Eu expresso elementos da cultura local nas roupas para buscar uma identidade de moda da mulher amapaense”, explicou a estilista.

Lilia avalia que a arte iconográfica deixada por antigos povos, revela tradições, crenças e um modo de vida muito particular que proporciona um vasto campo de possibilidades a serem exploradas.A iconografia é associada à moda em elegantes detalhes e de modo diferente. Roupas de festa, sociais, moda masculina e moda praia recebem elementos Maracá e Cunani. A proposta é que as pessoas associem imediatamente as peças à cultura amapaense.Lilia Franzotti vai estar à disposição dos visitantes da Feira do Empreendor desenhando modelos exclusivos aos interessados. As pessoas poderão sair do estande com o modelo pronto, com dicas de tecidos, para mandar executar. Ouvindo opiniões e respeitando as características individuais, Lilia vai propor modelos para variadas ocasiões.


Fonte: DCI Notícias
Foto: Arquivo Sebrae

Sesc Amazônia das Artes leva Arraial do Pavulagem a Boa Vista


O projeto Sesc Amazônia das Artes leva a Boa Vista - RR pela primeira vez o grupo musical Arraial do Pavulagem, de Belém-PA. A apresentação acontece nesta sexta-feira, 20, às 21h, no Palco das Piscinas do Centro de Atividades Dr. Antonio Oliveira Santos, no Mecejana. A entrada é um quilo de alimento não-perecível.

O Arraial do Pavulagem, criado em 1987, é um grupo musical paraense que trabalha com a rítmica da música tradicional produzida na Amazônia brasileira. Tambores, guitarras, carimbós, bois-bumbás e retumbões se misturam e soam com música ancestral, mas, ao mesmo tempo, contemporânea e universal na forma apresentada pelo grupo. Com composições próprias foram gravados 07 CD’s, que são difundidos em apresentações musicais por todo o Brasil.

Uma das principais turnês realizadas pelo grupo foi em 2004, através do projeto Sonora Brasil, do Sesc, quando percorreu 64 cidades, de 14 estados (Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso, Brasília, Bahia, Alagoas, Paraíba, Pernambuco, Ceará, Acre, Amazonas, Pará, Amapá, Goiás). Além do trabalho em palco, o grupo organiza os conhecidos arrastões do Pavulagem, que atraem milhares de pessoas às ruas de Belém nos meses de fevereiro, junho e outubro.
Desenvolve também um projeto denominado Arraial do Saber – Educação Cultural na Amazônia Brasileira, ponto de cultura de Belém-PA. O grupo é composto por Ronaldo Silva (compositor, músico e cantador), Junior Soares (compositor, músico e cantador), Marcelo Fernandes (guitarra), Rubens Stanislaw (contrabaixo), Edgar Junior (percussão), Nazareno Silva (percussão), Rafael Barros (percussão), Max (coreógrafo) e Fabrício Xavier (assistente de palco).

Fonte: BV News - Notícias de Roraima

Talentos contemporâneos da música e da dança amapaense no último Concerto de Verão de 2009


Três dos mais requisitados instrumentistas do Amapá protagonizam o espetáculo desta sexta-feira (20) no projeto Concertos de Verão da Confraria Tucuju. O guitarrista Fabinho, a saxofonista e flautista Bibi e o contrabaixista Gustavo Quintanilha representam o talento contemporâneo da música instrumental amapaense. A convite dos três, o show contará ainda com o baterista Hian e com o tecladista Lucas Borges. No palco paralelo bailarinas da Graham Companhia de Dança farão performances com ritmos amapaenses, sob influência da dança moderna. O Concerto de Verão começa às 20 horas, no Largo dos Inocentes.

Fabinho, Bibi e Gustavo são alunos avançados do Centro de Educação Profissional em Música Walkíria Lima e têm qualificação pela Escola de Música de Brasília. O trio compôs a Big Band do XXII Festival de Música de Londrina.

Fabinho é compositor, guitarrista e violonista. Já tocou com artistas nacionais como Chico César, Nico Rezende, Leci Brandão e Nei Conceição. No Amapá acompanha os principais artistas e bandas, entre eles o Grupo Senzalas em apresentações no Brasil e no Exterior. Estudou com grandes nomes da música como Daniel Wolf, primeiro doutor em violão do Brasil e o espanhol Fernando De La Rua, com quem aprendeu violão flamenco.

Bibi, simples assim, é mesmo uma síntese de talento e leveza. Seus solos de sax têm chamado atenção do público. Gravou com Zé Miguel o primeiro DVD do cantor e recentemente brilhou no show de lançamento do CD “Sou Ana”, da cantora Ana Martel. É professora de música, integra a Banda da Guarda Municipal de Macapá e é apaixonada pela Bossa Nova, gênero indispensável em suas apresentações.

O contrabaixista Gustavo Quintanilha é compositor. Nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 1977 e começou na música aos 14 anos nos grupos evangélicos da Igreja Batista. Estudou com grandes professores do cenário nacional e mundial. Atualmente é professor de Contrabaixo Elétrico no Centro Profissionalizante de Música Walkíria Lima e tubista da Banda de Música da Guarda Municipal de Macapá. Compõe também os grupos Sentimento do Choro e Amazon Jazz.
O tecladista Lucas Borges tem sua base musical na Igreja da Paz, em Monte Alegre-PA. Aos dez anos integrava o Ministério de Música da Igreja Presbiteriana Peniel de Macapá, aperfeiçoando seus estudos no Instituto Musical Aliança. Em Belém acompanhou artistas gospel como João Alexandre, Eyshela e o Grupo Logos. Atualmente integra as bandas de Patrícia Bastos, Ana Martel, Claudete Moreira, Lore Lua e Adriana Raquel. Integra também as bandas Amazônia Jazz, Maré Music, Coronaria Jazz, Marinaldo Martel Quarteto e Bacaba Fusion.

Hian Moreira iniciou sua carreira por influência dos pais, o baterista Aldo Moreira e a cantora Claudete Moreira. Aos 12 anos, quando era gravado o 1° CD de sua Mãe, teve a oportunidade de tocar pela primeira vez. Aos 14 anos ganhou sua primeira bateria. Participou das bandas Fuzaka, Coliseu, e Kaçula. Autodidata, em 2009 venceu o 2° Festival de música Instrumental do Amapá (FEMINSAP. Participa de vários trabalhos com artistas locais, dentre os quais a Banda Yesbanana, Adriana Raquel, Claudete Moreira, Nivito Guedes, Natal Villar, Cleverson Baia e Rambolde Campos.

Graham Companhia de Dança

Com 14 anos de experiência, a companhia já realizou festivais, oficinas com profissionais de alto nível (nacional e internacional) shows com artistas locais e trabalhos beneficentes, dentre outros. Atualmente a Companhia conta com dez bailarinas, dedicadas a técnicas como dança moderna, contemporânea, clássica e jazz.

A Graham é uma companhia de dança tecnicamente eclética, essencialmente feminina e amapaense. Premiada e auto-sustentável, investe atualmente em seu próprio repertório. Trabalha com temáticas que retratam a realidade humana, com uma mensagem positiva, levando à reflexão e despertando emoções. A responsabilidade social é fonte de inspiração e marca registrada da companhia. A composição contemporânea desenvolvida e a valorização e utilização da figura feminina são seu universo.

Inovadora, a Graham faz um trabalho de intervenção em ritmos regionais, com influência da dança moderna. Essa experiência será mostrada em quatro performances nesta sexta-feira (20) com músicas do repertório do Grupo Senzalas e da cantora Patrícia Bastos.

Comunicação Confraria Tucuju