24 de jan de 2013

Pétalas de chuva

Era assim a madrugada com ausência da chuva. Silenciosa, desatenta, acabrunhada. É a chuva que lhe dá sentido, eleva sua valsa de rumores para a condição de hino dos amantes, dos amores, dos rubores e pecados inocentes. Sem a chuva, a madrugada é oca, sem a pele do inverno, sem a lágrima da Amazônia.

Então é só uma trégua, isso para que a gente de todo lugar sinta o calor do abandono com tanta força, que a solidão de ser vida se faça grito de transformação. Porque solidão não há de verdade, enquanto o que há por dentro de cada um for mistério, dor e inquietude. Só a chuva é capaz de explicar a infinitude, a incompletude necessária das horas, o caminho mais simbólico que o fim.

Então não há fim, muito menos começo. Mas, há sempre o recomeço pra mostrar que o amor é a estrada sagrada sem aflição. O amor é o lago das pétalas de chuva respingadas com delicadeza e sem sofreguidão. É o que é, desde que o arremedo da paixão se cure na sabedoria.



14 de dez de 2011

Meias de seda

Não haveria nada de leve naquela narrativa. Iniciava-se diante do homem impassível, sentado na cadeira escura da sala que cheirava a mogno lustrado. Sobre os ombros dela, a echarpe cor de rosa pendia zelosamente por cima da gola do casaco azul de sarja. Enquanto ele esperava por suas respostas, ela pensava no sabor das bananas amassadas com leite e açúcar que comera antes de sair de casa.
Sempre que lhe era exigido compor pensamentos mais sólidos sobre si mesma, trazendo à tona reflexões elaboradas a respeito de sua própria trajetória de vida, algo de infantil a reconfortava, como a lembrança do sabor das bananas. Sentia-se fragmentada, e reunir seus pedaços para expressar algo mais consistente se fazia um esforço cognitivo imensurável. Daí a decisão de estar ali, semanalmente, diante daquele homem confidente.
Paradoxalmente sentia-se velha, mais velha que sua própria existência presente. Gostava de pensar que sua alma cheirava a talco perfumado com fragrância de flores, enquanto havia um continente deserto de segredos em seu coração. As gavetas da alma velha estavam abarrotadas de mágoas disfarçadas por meias de seda. E após a meia-noite, sempre após, elas doíam por toda a extensão do peito, num silêncio moribundo de solidão.

8 de nov de 2011

O Evangelho Segundo São Mateus, no Palco Giratório

Um grupo de padeiros/artistas, enquanto fazem pão e ensinam a receita para o público, conversam sobre o Evangelho de São Mateus e, de forma descontraída, engraçada e sincera, buscam compreender o significado da expressão “ama a teu próximo como a ti mesmo”, à luz de filósofos e poetas, como Nietzsche, Pasolini, Dostoiévski, Clarice Lispector e Fernando Pessoa. Paralelamente à ação de fazer o pão, um menino e sua mãe interpretam o 8º. Poema do Guardador de Rebanhos de Fernando Pessoa, que conta de um tal Menino Jesus que fugiu do céu e fez-se novamente menino e livre. Um espetáculo que reúne humanismo e celebra o amor e a liberdade. Com a feitura do pão, um suave manifesto contra os preconceitos, as guerras, a violência e o desamor.

Dia 10 de novembro
No Teatro das Bacabeiras
Às 21 horas
Classificação etária: 14 ANOS
Ingressos: R$ 5,00

Ficha técnica:
Texto/concepção – Edson Bueno
Adaptação e Direção: Edson Bueno
Trilha sonora: Marco Novack
Iluminação: Beto Bruel
Cenografia: Gelson Amaral
Figurinos: Áldice Lopes

Grupo Delírio Cia de Teatro / PR
Elenco
Regina Bastos – Guilherme Fernandes – Gustavo Saulle – Janja – Edson Bueno

Técnicos:
Operação de Luz – Fernando Albuquerque
Operação de Som – Tiago Luz

3 de nov de 2011

Um dia refinado

O quintal da casa de minha mãe tem a largura da tranquilidade. Por ele circulam vários ventos, tão conscientes de sua função de alegrar, que lembram uma fanfarra colorida a tocar dobrados no alto do coreto da pracinha de interior. A plateia barulhenta é formada por famílias inteiras de periquitos fanfarrões, abancados em duas enormes e frondosas mangueiras velhas, lindas, majestosas.
Meu rosto, marcado por compenetradas linhas de tensão, costuma tirar férias por tempo indeterminado quando está por lá. Faço cruzeiro no mar da quietude, pois que o dia é sempre lindo, sob a luz intensa do sol ou sob o acolhimento da chuva. Não há desassossego, uma vez que anjos escolheram o quintal de minha mãe para fazer pousada, entre uma missão e outra no socorro aos homens da Terra.
Nesse dia, por ser Finados, o rádio toca lindas composições feitas por artistas que deixaram no planeta a marca do bem-dizer as coisas da alma da gente. E os que se foram - nossos entes queridos ou nem tanto, nada tem de objeto do passado. São agora assunto do futuro, das próximas encarnações, quando com eles estaremos novamente ajustando as sintonias que ficaram por ajustar.
A caminhada é contínua, ininterrupta e os reencontros inevitáveis. Como vovô Gepeto, Deus nos cria “bonecos de madeira” e nos sopra a vida, agregando a ela o presente do livre arbítrio. Feito Pinóchios, saímos pelas vidas – incontáveis, correndo atrás de ilusões até que as quedas e decepções moldem nossos valores e nos transformem em gente de verdade.
Entre uma existência e outra a passagem, que chamamos vulgarmente de morte. Sendo assim, mais prudente do que chorar o que passou, é planejar com amor e pensamento reto o futuro.
Há meio quarteirão do cemitério, o quintal de minha mãe nada tem de mórbido. Ao contrário, é síntese de vida, onde a saudade entra sem jeito e sai de fininho. Quando eu me for para as cidades espirituais aprender, trabalhar e lapidar meu retorno, por favor, não acendam velas nem percam tempo com buquês de flores arrancadas covardemente de suas hastes na terra.

Façam preces num quintal ventilado, balançando uma cadeira de macarrão colorido e ouvindo boa música. Plantem jardins, e cada flor que deles brotar vai alegrar meu coração onde estiver.

23 de out de 2011

Fotografia em sepia

De onde vem a verdade da gente? A pergunta deslizava do olhar castanho da mulher, em direção a vidraça da porta larga, através da qual se via um jardim sem flores. Do lado de fora do hotel fazia um tempo confuso, antecipando chuvas de inverno em plena estação do equinócio. Será que essa confusão do tempo se estende pra dentro da gente? Pergunta fugidia que ela se faz quando não consegue alcançar a sabedoria das coisas.
Ainda assim o fim de tarde era belo. Havia uma cor dourada de sol rastreado solvendo o ar. Pudesse parar o tempo ali, naquele tom mais sepia entre as 17h30 e uns dez minutos depois, tudo estaria resolvido. Era assim que ela encontrava pausa para as controvérsias instaladas em seu coração, na beleza das cores do dia, na lindeza dos recortes tridimensionais do cotidiano transformados em telas na sua fotografia mental.
Quisera ter instaladas nas retinas minúsculas câmeras fotográficas. Costumava brincar de fazer fotos ao piscar os olhos quando enquadrava as cenas num relance. Como na cena onde o velho homem pisa devagar a faixa de pedestres, olha para o outro lado da rua como quem mede o impossível e fixa seus olhos cansados na mão de luz verde e nervosa do sinal. O velho num canto, a sinaleira implacável no outro e a aba cor de areia do chapéu dela feito moldura antiga.
Onde está a verdade das coisas? Se mesmo a beleza, nascida para ser eterna, se perde em fragmentos? Onde está a conexão entre um belo quadro e outro da vida da gente? Espalhando perguntas ébrias ela permanecia sentada no banco alto de madeira nobre, diante do balcão que circunda palmeiras reais. Queria apenas que o telefone celular não tocasse, que ninguém a cumprimentasse querendo assunto, que nada a tirasse do torpor do fim de tarde.

17 de set de 2011

Primavera de Museus inicia segunda-feira (19) em todo o Brasil

No período de 19 a 25 de setembro, em todo o Brasil, acontecerá a 5ª edição da Primavera de Museus, esse ano com o tema "Mulheres, Museus e Memórias". Coordenado pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), o evento visa a abordagem do tema pelos museus e a comunidade em seus diferentes aspectos.

No Amapá, o Museu Joaquim Caetano da Silva, Museu da Imagem e do Som (MIS) e Museu Fortaleza de São José de Macapá promoverão palestras, exibições de filmes, debates, apresentações teatrais e mesas redondas.

O Museu Joaquim Caetano da Silva terá boa parte da programação desenvolvida dentro do Abrigo São José e do Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen).

A Fortaleza de São José de Macapá e o Museu da Imagem e do Som voltarão suas atividades para o público em geral com a abordagem de temas, como "Mulher Negra: desafios da atualidade", "Vida de mulheres" e "Do Casulo ao Espaço Público: Memória, gênero e representação da força feminina nos movimentos políticos no Amapá".

Karla Marques

14 de set de 2011

Dia do Amapá no Senado

Sobre o Dia do Amapá no Senado, promovido pelo mandato do senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) no dia 13 de setembro de 2011, muito foi dito. A data marca o desmembramento do Amapá do território paraense em 1943. Especialmente no momento histórico em que vivemos, evento como esse se faz um divisor de águas no resgate, ou construção, da auto-estima do povo amapaense. Artistas populares no sisudo plenário do Senado cantando e dançando o ritmo ancestral do marabaixo. Diálogo necessário entre a voz do povo e sua cultura e os que o representam. Faço minhas as palavras do historiador Elias de Paula Araújo, abaixo:

"Parabéns! O mandato certamente já fez e fará ações surpreendente e importantes para o Amapá e nossos povos e tribos, mas a ação de ontem é um daqueles fatos marcantes, definitivos e memoráveis desses oito anos. Valeu a pena a fé, a determinação, o empenho e, sobretudo, a ousadia de fazer bem feito, com arte, alegria, criatividade e inovação que marcará para sempre a História do Senado da República.

Nestes 52 anos de Brasília, e do Congresso, aquela abóbada vetusta sempre resistiu às manifestações mais autênticas, culturais e alegres do nosso povo, sempre contida pelo protocolo, pelas convenções. Ontem rendeu-se ante a inciativa do não apenas mais jovem senador, mas também do mais ousado e determinado, e que acredita ser necessário promover o orgulho de ser amapaense, como instrumento de transformação.

O que foi feito, não foi mais um dos eventos soporíferos de sessão solene, mas algo vital para a recuperação da auto-estima, da valorização de nossa amazonidade, de nossa caboclicidade, de modo de ser único dessa civilização única, entre o Caribe e o Brasil. Sei que nesse exato momento, ainda tem gente pensando (entre os que tiveram ou tem mandados): "por que não pensei nisto?", "por que não fizemos isto antes?!". Essa é a diferença, este mandado define-se por "ousar pensar e sonhar e ousar fazer, com determinação, arte, criatividade e fé!"

Sonora Brasil traz a Banda de Congo Panela de Barro a Macapá

No dia 19 de Setembro o SESC trará a Macapá a Banda de Congo Panela de Barro, do Espirito Santo, pelo projeto Sonora Brasil, que está em sua 14º edição, com o tema Sagrados Mistérios: Vozes do Brasil. O grupo, composto por seis integrantes, mostrará ao público amapaense os festejos de São Benedito no litoral brasileiro através dos cânticos tradicionais da festa e interação com a plateia.

As bandas de congo estão presentes em várias cidades do litoral do Espírito Santo, sendo a principal manifestação da tradição oral nesse estado. Estão relacionadas às festividades religiosas de devoção a São Benedito, e em alguns locais também a São Sebastião, São Pedro e Nossa Senhora da Penha. 

A cerimônia profano-religiosa pode apresentar características próprias em cada local, mas está sempre associada a um naufrágio ocorrido no litoral capixaba, quando um grupo de escravos se salvou agarrado a um mastro que tinha uma imagem de São Benedito. Reza a lenda que, a partir de então, as comunidades de negros do litoral do estado passaram a “fincar o mastro” todos os anos em agradecimento ao milagre.

Serviço:
Sonora Brasil
Dia 19 de setembro
No auditório da Escola SESC Amapá
(Rua Jovino Dinoá N/4311)
Às 20h

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Thainá Rodrigues
Assessoria de Comunicação e Marketing - ASCOM
SESC Amapá
0xx96 - 3241-4440, ramal 235


11 de set de 2011

Cante pra mim de novo...


De volta ao Acre, mais fundo na história de sua gente, fui reencontrar na memória a conversa preciosa com dona Vicência, na pensão onde ela serve a melhor galinha caipira de Xapuri. Aos 82 anos, mulher franzina e forte ao mesmo tempo, transpira saudade. Partiu menina, aos 14 anos, de um lugar chamado Alto Santo no Ceará, para se embrenhar na floresta Amazônica como soldada da borracha.
Veio com os pais e mais nove irmãos para o seringal São Francisco do Iracema, a 12 horas de barco partindo de Xapuri, mais quatro horas caminhando pelo varadouro. Uma família inteira entre os quase 60 mil brasileiros recrutados pelo governo de Getúlio Vargas para a produção da borracha na Amazônia, que servira para atender aos países aliados na II Guerra Mundial.
E dona Vicência ainda se move pelo sentimento patriótico que a propaganda getulista lhe plantou no coração. Comove ver sua ingênua pujança ao cantar, inteiro, com a sofrida voz rouca e baixa, o longo Hino do Soldado da Borracha: “Soldados feridos, mas sempre invencíveis. Crentes caminhando rumo ao céu. Rostos flamejantes, como a própria luz, estes são soldados de Jesus”, diz a letra. Cerca de 31 mil morreram de malária ou vitimados pela jornada de trabalho desumana.
Descreve a despedida dos parentes no Ceará, lencinhos brancos acenando do convés do navio do Lloyd Brasileiro, peito inflado de amor à pátria e a cabeça cheinha de ilusões. Ganhar meio dólar por dia e viver longe da seca, essa era a promessa. Dona Vicência ainda canta a canção da saudade de quem ficou no porto. Saudade que também sente do marido, acreano Raimundo Girão, com quem teve cinco filhos na colocação Belo Monte. Saudade até da vida no seringal.
Passei por sua vida, baú de riqueza humana, como tantos jornalistas passaram, curiosos das histórias brasileiras e encantados com os personagens que a povoam. “Soube que apareci na TV do mundo todo”, conta ela sem nunca ter assistido às entrevistas que concede aos documentaristas internacionais. Mas, foi uma conversa que tivemos, e conversa é coisa de vizinho. Tanto que ela foi me levar à porta, segurando meu braço com gentileza pra contar ainda uma última passagem, a dos lencinhos brancos.
Atravessei a floresta, de volta pra casa, com dona Vicência no coração. Será que ainda a verei naquela pensão? Eita vizinhança marcada pela lonjura, que se não fosse tanta mata e tanto rio ia ali agorinha esticar mais um dedo de prosa com ela. Dona Vicência, como era mesmo a canção da despedida? Acabei por não anotar a letra, tanto que fiquei emocionada com o sentimento que nela resistia. Cante pra mim de novo...

No rumo do céu

A porta entreaberta da sala de aula da Casa de Amor me permite ver parte do cenário do pátio, onde crescem alegres as duas sibipirunas plantadas por meu amigo Augusto. As vi quando chegaram, bem pequenininhas, em forma de mudas, envoltas em sacolas plásticas escuras. Nesse setembro elas estão especialmente alvissareiras.

A menorzinha, de caule fino ainda, explode em folhas verde-claras na direção das janelas brancas. A maior e mais robusta escolheu o verde-escuro para tingir suas folhas, que já passam do telhado.
Fico em pé debaixo delas, isso mede o tempo que a natureza leva para fazer crescer suas esperanças. De um tiquinho de nada formado por uma pequena haste marrom com algumas miúdas folhas penduradas, hoje duas lindas meninas árvores encorpando suas copas no rumo do céu.

Abraço uma depois a outra, e elas sabem que há amor, cuidado e troca de energias boas nesses encontros. Planejo construir um banco em forma de meia lua, coberto com cacos de cerâmicas coloridas reaproveitadas, sob a mais frondosa... Meditar, cantar, isso tudo dá.

9 de set de 2011

Tire seu livro da gaveta



As inscrições do Prêmio SESC de Literatura foram prorrogadas até o dia 30 de setembro. Serão premiados textos inéditos nas categorias conto e romance, escritos em língua portuguesa de autores brasileiros ou estrangeiros residentes no Brasil.

As obras inscritas serão julgadas por escritores, especialista em literatura, jornalistas e críticos literários. Cada autor poderá inscrever uma obra em cada categoria. As inscrições deveram ser realizadas separadamente e com pseudônimos distintos.

O edital está disponível no site (www.sesc.com.br/premiosesc) onde também podem ser preenchidas as fichas de inscrição online. O resultado do Prêmio SESC de Literatura será divulgado em março de 2012, os vencedores de cada categoria terão sua obra publicada pela editora Record com tiragem inicial de dois mil exemplares, tendo direito a 10% do valor da comercialização da obra em livrarias. Participe do Prêmio SESC de Literatura e conquiste seu espaço no mercado editorial.

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Thainá Rodrigues
Assessoria de Comunicação e Marketing - ASCOM
SESC Amapá
0xx96 - 3241-4440, ramal 235

Manoel Cordeiro leva guitarrada e marabaixo no instrumental Concertos de Verão


Músico, compositor, arranjador e pesquisador musical, o paraense radicado no Amapá Manoel Cordeiro será atração do Concerto de Verão da Confraria Tucuju, nesta sexta-feira (09). Sua carreira começou em Macapá há mais de 40 anos, tocando em bandas como “Embalo Sete”, “Os inimitáveis” e “Os Cometas”. No Pará tocou em várias bandas e gravou seu primeiro trabalho, um vinil de carimbó feito no formato de banda elétrica.

Participou, com Nilson Chaves e Vital Lima, do show “Luz de Lampião”, no Teatro Waldemar Henrique. Produziu e tocou em trabalhos memoráveis de artistas como Alcyr Guimarães, Franck Aguiar, Fernando Mendes, Carlos Santos, Beto Barbosa, Roberta Miranda, Trio Los Angeles, Roberto Leal e outros. Na pesquisa musical realizou trabalho reconhecido internacionalmente com a banda Carrapicho, em toada de boi.

Ainda na pesquisa musical destaca-se seu trabalho com marabaixo no grupo Pilão e com marambiré, com Beto Paixão. Mas, a maior vitrine de sua alquimia de ritmos amazônicos se deu na banda Warilou, fundada por ele, onde experimentou a fusão que chamou de vertentes. A banda tocava lambada, guitarrada, zouk, carimbo, toada, marabaixo e batuque. E é essa mistura dançante que Manoel Cordeiro trará para o Largo dos Inocentes com o show “Vertentes do mesmo rio”.

O Concerto de verão é um projeto da Confraria Tucuju, que nasceu há quatro anos para formar platéia para música instrumental. Tem patrocínio do Ministério da Cultura, através de emenda parlamentar da ex-deputada Lucenira Pimentel. Ocorre toda sexta-feira, de agosto a novembro, no Largo dos Inocentes, às 20 horas.

Mulheres pela paz

Senzalas: Show de lançamento do CD Tambores do Meio do Mundo

8 de set de 2011

Juliele e Mini Box Lunar no show Baile Livre, Leve e Solto

Na 4ª edição do Show Baile Livre, Leve e Solto a cantora amapaense Juliele recebe a banda Mini Box Lunar, representante da recente geração de músicos do Amapá. No palco da Choperia da Lagoa, a artista volta com o show dançante mostrando músicas de seu repertório com canções de autores variados. Ela chama a atenção do público na parceria com a Mini Box Lunar, fazendo releituras da tropicália e sucessos autorais. O baile vai acontecer sábado (10) na Choperia da Lagoa.


Juliele segue a proposta de embalar a noite com músicas que levam o público para o meio do salão. Nas edições anteriores a cantora recebeu Evaldo Gouveia  e os consagrados amapaenses Manoel Sobral, Oneide e Patrícia Bastos. Para o segundo Baile o convidado foi o ídolo dos anos 70 Odair José, que cantou com Juliele e Cleverson Baia. Nos últimos shows as atrações vieram do Rio de Janeiro e do Pará, a Choperia lotou com Luiz Melodia e com a banda Astros do Século e Felipe Cordeiro. 

A banda Mini Box Lunar é formada por jovens amapaenses há dois anos. Aposta na diversidade musical. Rock, psicodélico, tropicália, brega e carimbó fazem parte do repertório sem preconceito, mas com conceito bem definido. O produtor musical Carlos Eduardo Miranda, que lançou Os Raimundos e produziu discos do Skank, Rappa e Cordel do Fogo Encantado é responsável pelo primeiro CD da Mini Box, em fase de produção.

SERVIÇO:

SHOW BAILE LIVRE,LEVE E SOLTO

DATA: 10 de setembro

HORA: 22:00

MESA: R$ 120,00

INGRESSO:R$ 30,00

POSTOS DE VENDA: Doctor Feet (Macapá Shopping), Banca do Ceará e Sorveteria Jesus de Nazaré. 


Com informações de Mariléia Maciel